segunda-feira, junho 06, 2005

A profissão

É fácil ficar desiludido com a profissão. Mais fácil do que pensava. Os poucos posts que tenho feito são também reflexo disso. No Jornal de Notícias de hoje está uma pequena amostra do é (continua a ser) o Jornalismo em Portugal.

Cerca de 25% dos 62 jornalistas que, até Dezembro de 2004, trabalhavam nos 12 concelhos da Grande Área Metropolitana de Aveiro (GAMA) não possuem carteira profissional e mais de metade não tem contrato de trabalho com a entidade patronal. Estas são algumas das conclusões presentes no livro "Jornais e Jornalistas na Grande Área Metropolitana de Aveiro", do jornalista José Carlos Maximino, apresentado anteontem à noite na Feira do Livro de Aveiro.

terça-feira, maio 17, 2005



O Grupo dos Alunos de Comunicação Social da Universidade do Minho (GACSUM) promove, de 17 a 19 de Maio, as VIII Jornadas de Comunicação Social. Em debate, a responsabilidade social dos média e as novas tecnologias da comunicação.

sexta-feira, maio 06, 2005

Porque morrem jornalistas em serviço?

E não se fala só de jornalistas mortos em cenário de guerra. Importa também mencionar os casos em que "desaparecem" jornalistas que investigam casos de corrupção e crime.

Ver no DN: "não há maior ameaça à liberdade de informação do que a morte de jornalistas empenhados em manterem as sociedades livres informadas".

terça-feira, maio 03, 2005

3 de Maio: Dia Internacional da Liberdade de Imprensa


segunda-feira, maio 02, 2005

Canal História assinala Dia Internacional da Liberdade de Imprensa

Para assinalar o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa (3 de Maio), o canal por cabo História preparou uma semana de documentários sobre jornalismo e jornalistas.

A notícia no JN:

Para relembrar o Dia Internacional da Liberdade de Imprensa e de maneira a "prestar homenagem aos infelizmente ainda muitos profissionais que, todos os anos, tombam em serviço à procura de toda a informação e de todos os lados da notícia", o canal programou uma emissão especial, na qual serão revistas histórias de coragem e dedicação à profissão de informar o mundo.

segunda-feira, abril 18, 2005

A verdadeira "argolada jornalística"!

"An article by a freelance writer based in Halifax, Nova Scotia, in Wednesday's Globe said that the season's hunt for baby seals off Newfoundland had begun the previous day. In fact, the hunt did not begin that day; it was delayed by bad weather, and is scheduled to begin today, weather permitting. The article included details of the day's hunt as if it had taken place and without attribution or other sourcing, as if the writer had witnessed the scene personally. Details included the number of hunters, a description of the scene, and the approximate age of the cubs".

Dica de Ponto Media.

quarta-feira, abril 13, 2005

É bom que as verdades sejam ditas

"Em Portugal não há carreira de jornalista. O jornalista não tem saída. Cada vez mais o jornalismo é para ser exercido entre os 20 e os 40 anos. A partir dos 20, porque nessa altura ainda é ingénuo suficiente, ambicioso o suficiente para correr sem perguntar para onde nem como. No final, é simplesmente rejeitado borda fora, porque não há lugar para nós, a não ser a cooptação para serviços de controle e de administração. Carreira propriamente jornalística não há. Digam-me quem são os seniores jornalistas que estão hoje no activo em Portugal a exercer efectivamente a profissão...Eu gostaria de continuar. Mas como? A fazer o quê? Não há esse estatuto de jornalista. Isso não é reconhecido. Não há essa carreira. E sem isso, o topo da "carreira" de jornalista hoje em dia, no nosso país pelo menos, é ser conselheiro de imprensa numa embaixada."

Carlos Fino, ao Clube de Jornalistas. Ver mais aqui.

quarta-feira, abril 06, 2005

Mais sobre rádio para surdos

O jogo entre o Newcastle e o Sporting vai ficar na história, mesmo que o Sporting perca. Amanhã, a TSF transmite o primeiro de muitos jogos de futebol em linguagem gestual, naquele que será "o ponto alto da primeira emissão de rádio para surdos até hoje realizada em Portugal", lê-se no DN de hoje. "Há aqui um vazio comunicacional que vamos tentar preencher", disse ao DN José Fragoso, director da TSF.

Apenas uma nota: neste caso, como em quase todos os que envolvem novas tecnologias, continuo a questionar quantos poderão beneficiar da "boa vontade" da TSF. Estamos a falar de emissões em banda larga e quem utilizador da internet sabe as dificuldades que enfrenta, muitas vezes, para ver um simples vídeo online.
Se o volume de acesso ficar abaixo daquilo que a TSF espera, o que irá acontecer? Desistem e condenam mais uma boa iniciativa a ficar esquecida?

terça-feira, abril 05, 2005

Rádio...

... para surdos?

segunda-feira, abril 04, 2005

Descubra as diferenças

El Mundo: "Miles de fieles despiden al Papa en su traslado al templo de San Pedro";

El Pais: "Miles de fieles despiden al Papa durante su traslado a la basílica de San Pedro".

Era importante que os órgãos de comunicação social se esforçassem, cada vez mais, por fazerem um produto mais próprio, mais original, mais distanciado das agências noticiosas.

A resposta

É claro que nem vou comentar o que se tem visto e ouvido sobre a morte do Papa.

O Público decidiu reservar a edição online para utilizadores registados. Significa que quem pagar pode ler o jornal, quem não pagar (como eu) pode apenas ler os títulos e depois lê o DN e o JN.

quinta-feira, março 31, 2005

O regresso

Depois de umas pequenas "férias" que me obrigaram a deixar o blog um pouco abandonado, regresso fazendo referência à entrevista de Manuel Falcão, director da 2:, publicada hoje no JN (ver aqui).
Desde as eleições que me pergunto o que será que vai acontecer com a 2:... e com Manuel Falcão. Mudam-se os governos...
Está mais que visto que a sociedade civil NÃO SABE fazer televisão, salvo raras excepções. E está mais que visto que é preciso fazer alguma coisa pela 2:. Até aqui, vimos alguns a sair, outros a entrar e a dizer que os anteriores fizeram tudo mal, vimos ser renovado o que ainda cheirava a novo... e vimos que ficou tudo na mesma. O que vai acontecer a seguir? Provavelmente muito pouco.

quarta-feira, março 16, 2005

O The New York Times publica hoje uma lista de possíveis ataques terroristas. O relatório criado pelo Department of Homeland Security prevê alguns cenários de tragédia e oferece estimativas de vítimas e das consequências económicas causadas por cada um dos supostos ataques.
O documento é conhecido apenas por National Planning Scenarios e baseia-se em mera especulação. Segundo fontes oficiais, citadas pelo NYT, o departamento nem sequer queria tornar o relatório público, também para evitar algum alarmismo. A verdade é que ele (ou parte dele) acabou por ser publicado no site do governo Havaiano e o NYT também já deu duas páginas ao assunto. Há sempre alguma janela aberta para o mundo.

Uma vez que o NYT tem notícias reservadas a utilizadores registados, deixo aqui algumas partes do artigo.

They include blowing up a chlorine tank, killing 17,500 people and injuring more than 100,000; spreading pneumonic plague in the bathrooms of an airport, sports arena and train station, killing 2,500 and sickening 8,000 worldwide; and infecting cattle with foot-and-mouth disease at several sites, costing hundreds of millions of dollars in losses. Specific locations are not named because the events could unfold in many major metropolitan or rural areas, the document says.

By identifying possible attacks and specifying what government agencies should do to prevent, respond to and recover from them, Homeland Security is trying for the first time to define what "prepared" means, officials said.

President Bush requested the list of priorities 15 months ago to address a widespread criticism of Homeland Security from members of Congress and antiterrorism experts that it was wasting money by spreading it out instead of focusing on areas or targets at greatest risk. Critics also have faulted the agency for not having a detailed plan on how to eliminate or reduce vulnerabilities.

Planners included the threats they considered the most plausible or devastating, and that represented a range of the calamities that communities might need to prepare for, said Marc Short, a department spokesman. "Each scenario generally reflects suspected terrorist capabilities and known tradecraft," the document says.

No terrorist groups are identified in the documents. Instead, those responsible for the various hypothetical attacks are called Universal Adversary.
The most devastating of the possible attacks - as measured by loss of life and economic impact - would be a nuclear bomb, the explosion of a liquid chlorine tank and an aerosol anthrax attack.

The authors of the reports have tried to make each possible attack as realistic as possible, providing details on how terrorists would obtain deadly chemicals, for example, and what equipment they would be likely to use to distribute it. But the document makes clear that "the Federal Bureau of Investigation is unaware of any credible intelligence that indicates that such an attack is being planned."

O mapa dos ataques








terça-feira, março 15, 2005

State of the news media 2005: The Report

If your diet includes a newspaper, magazines, the Internet, radio and television (local, network, and cable), you are not a news junkie, you are normal. Only 2 percent of Americans report in a Pew survey that online sites are their only regular news source. TV-only claims 8 percent, print-only, 5 percent; and the very traditional combination of print and TV, 24 percent.

Mais conclusões aqui.

quarta-feira, março 09, 2005

Mais internet, menos televisão

Ao fim de cinco anos, uma investigação alargada agora a 20 países conclui que os utilizadores de Internet vêem menos televisão desde que descobriram a Web.
Quem utiliza a Internet não só vê menos televisão do que quem não o faz, como o número de horas em frente ao televisor se vai reduzindo à medida que a experiência de navegar na Web vai aumentando, conclui a investigação que a Escola de Comunicação Annenberg, da Universidade da Califórnia do Sul, iniciou há cinco anos nos EUA e que conta hoje com 20 países parceiros.


No blogouve-se não se ouve... mas lê-se: "A internet ultrapassou a rádio como fonte de notícias politicas nos Estados Unidos o ano passado..."

Estará o futuro dos meios de comunicação tradicionais em risco?

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Tive um professor de Jornalismo que numa das primeiras aulas perguntou: "Quem aqui já pensou em NÃO ser jornalista?". Não houve muitos braços no ar. Hoje, tenho a certeza que, por um motivo ou por outro, as respostas seriam diferentes. E muitos dos braços que hoje estariam no ar, seriam por motivos que este "mini-estudo" do Poynter anota.
E o que o Poynter fez foi dirigir um questionário com 42 perguntas a 750 jornalistas para tentar traçar um retrato das condições de vida destes profissionais. Aquilo a que chamaram de "work-life balance issues". Ou seja, estar a trabalhar quando todos os outros já estão em casa; trabalhar mais horas que todos os outros; não ter férias ou ter menos que o normal. Coisas do género que vão acontecendo um pouco por todo o lado, com maior ou menor intensidade, mas com muita frequência nesta profissão. Muito interessante.

Código de ética e de deontologia para o Congo

República Democrática do Congo (RDC) apresentou hoje oficialmente em Kinshasa um “código de ética e de deontologia do jornalista”, elaborado pelo Observatório dos Media Congoleses (Omec), um órgão de controlo e defesa interna da profissão.
Redigido pelo Omec a partir de propostas saídas de um congresso de “reformação da imprensa nacional”, que reuniu mais de 300 profissionais em Kinshasa, em Março de 2004, este código apresenta “os direitos e os deveres do jornalista congolês”.
O documento inclui “princípios e normas (...) que se vão impor como um código de honra”, felicitou hoje o presidente do Omec, Polydor Muboyayi Mubanga, em conferência de imprensa.


Também no Público.

Olivedesportos adquire Lusomundo Media

A Olivedesportos venceu a corrida à compra dos activos da Lusomundo Serviços, empresa que detém a Lusomundo Media.
A PT Multimédia anunciou no dia 15 deste mês que foram recebidas cinco propostas para a compra dos activos da Lusomundo Serviços.
As propostas foram feitas pela Controlinveste ("holding" do grupo Olivedesportos), Investec (Cofina) e Media Capital e pelos espanhóis Prisa e Vocento.

Última hora, no Público.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

O Público está com um aspecto muito agradável.

Na guerra das televisões, ganhou a RTP...

...diz o Diário de Notícias...

Em noite de eleições a estação de televisão pública venceu a guerra das audiências. A RTP1 conseguiu 13,3 por cento de audiência média e arrecadou a vitória para a mais longa transmissão das legislativas - cinco horas e meia.

...e o Público também!

A RTP1 conseguiu no domingo uma confortável vitória nas audiências da noite eleitoral, que lhe assegurou também um folgado primeiro lugar na quota de audiência do conjunto do dia - 30,6 por cento de "share", seguido de 27,0 na TVI e 23,0 na SIC - quando habitualmente ocupa a terceira posição, subindo no "ranking" geralmente em dias em que transmite jogos de futebol com grande audiência.

segunda-feira, fevereiro 21, 2005

Na guerra das televisões, ganhou a SIC...

...diz o Público.

Fossem os três canais generalistas escrutinados sobre a cobertura da noite eleitoral e o mais certo era que a SIC vencesse claramente, deixando longe a RTP - sóbria mas monótona - e a TVI - eufórica mas errática.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Na imprensa fala-se de "Nossa Senhora". Na televisão os jornalistas que estão a fazer directos de Coimbra apresentam-se vestidos de luto. Ou será coincidência aparecerem todos de fato preto? O que é que isto diz do distanciamento dos jornalistas, da "sobriedade" de que falava ontem Eduardo Cintra Torres? Na política ou na religião, a coisa é a mesma.

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

O puxão de orelhas

Sobre os "problemas nos estágios" da SIC, já referidos no Correio da Manhã, e nos blogs ponto media e jornalismo e comunicação (pelo menos), surgem, desde logo, duas questões? Porque é que os estágios em Jornalismo continuam a ser tão precários? Não será assunto para a esfera de preocupações do Sindicato?

Sobre a circular enviada aos estagiários da SIC, mesmo que a estação se defenda dizendo que quer incentivar os jovens jornalistas, não há desculpa para a linguagem utilizada. Porque não apostar num estágio de formação em vez de fomentar o trabalho gratuito? Afinal, na maioria dos casos, trata-se de um estágio curricular, um estágio que é complemento da licenciatura.

Algumas frases de "ouro" oferecidas pelo Correio da Manhã:
"Sabem portanto que uma oportunidade como esta – um estágio na redacção da SIC – vale ouro."

"Todos sabem claramente que uma redacção de televisão como a nossa, que integra profissionais da SIC, SIC Notícias e SIC Online, movimenta dezenas de profissionais, trabalha 24 horas por dia, 7 dias por semana, e faz tudo isto a um ritmo que só um verdadeiro jornalista, empreendedor, dinâmico e apaixonado pelo seu trabalho, pode compreender e até gostar."

"No decorrer dos vossos estágios, surgem alguns entraves: ou pelas áreas a que estão afectos, ou pelos horários que vos são atribuídos, ou por outros interesses paralelos, ou mesmo por questões da vida pessoal de cada um. Com o devido respeito, permitam-me dizer-vos que tudo isto pode esperar!"

E a frase de Martim Cabral: “Existem certamente várias dezenas de jovens jornalistas a quererem substituir-vos...”