quinta-feira, dezembro 23, 2004

Dúvidas

Como é que é possível ser tão fácil obter a carteira de jornalista? Tenho conhecimento de casos em que bastou uma declaração de um jornal regional, onde se atestava a dedicação extrema de pessoa X àquele jornal durante dois anos, para ser entregue em pouco tempo a carteira de jornalista. Não é sequer necessária uma licenciatura... a impressão que tenho é que qualquer um pode ser jornalista. Não vai sendo tempo de haver regras mais rigorosas na atribuição das carteiras aos profissionais?
Outra questão: como é que um jornalista faz trabalhos (à parte) para um projecto de uma Câmara Municipal? Parece-me caso para pôr em causa a imparcialidade desse jornalista. Quem pode actuar perante uma situação destas?

4 Comments:

At 3:30 da tarde, Blogger N Henriques said...

Para juntas às suas perguntas:
1 - Como se pode ser administrador executivo de uma empresa de comunicação social e sumultanemente, na sua próprio jornal "jornalista e comentador politico" ?
2 - Como se pode ser assesor de ministro e daí transitar para director de um "jornal de referencia" ?
3 - Como se pode ser assesor do PM e passados poucos meses entrevistar-se, na pela de jornalista, um ministro do governo que se seviu, para "desancar" no P. da Republica.?
4 - Como se poder ser jornalista e ao mesmo tempo sócio de empresas/ agencias de comunicação ?

 
At 10:41 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Com alguns jornalistas, tudo é possivel.
Depende se são, já fora, ou querem ser assesores de ministros.

 
At 11:05 da tarde, Blogger Torcena said...

Como é que comenta o último estudo da Marketest sobre o numero de horas e noticias editadas pelas TV, com destaque para a RTP 1 e especialmente a 2 ?

Cá para mim o Durão Barroso, ( ou os seus assessores/jornalistas) mesmo sem Central de Informação, era muito mais eficaz.

 
At 3:36 da tarde, Blogger AF said...

Torcena, estou de acordo num aspecto: Durão Barroso fazia muito melhor sem Central de Comunicação (boa para acentuar as dores de cabeça de Santana).
Mesmo recordando que "falar" não significa necessariamente "falar bem", o tempo de antena que o Governo conseguiu às custas dos nossos meios de comunicação não lembra a ninguém. Eu preferia pensar que os mais de seis mil trabalhos jornalísticos efectuados entre 1 de Janeiro e 19 de dezembro deste ano correspondem a mais de seis mil polémicas do nosso Governo que, claro, tinham de ser expostas... mas também admito que estaria a ser inocente (embora realista quanto ao número de polémicas governamentais :) ).
Gostava de conhecer números de outros países da Europa...

 

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