segunda-feira, janeiro 17, 2005

Bloggers e fontes

Abrams considera que um "blogger" "que comunica e tenta fazê-lo com milhares de pessoas não merece menos do que um jornalista que pode comunicar com uma audiência mais reduzida num jornal local". Por isso, "deverá haver protecção desde que a informação seja obtida com o propósito de divulgação generalizada ao público, de forma semelhante ao que os 'jornalistas' fazem". Mas, salienta, os autores de blogues que apenas fazem comentários pessoais não deveriam ter esses privilégios.

Hoje, no suplemento "Computadores" do Público.

2 Comments:

At 12:05 da tarde, Blogger Kat said...

Um blogue não pode, a meu ver, nunca ser comparado a um orgão de comunicação social. Primeiro porque não está acreditado como tal e depois porque não há garantias de quem lá escreve, como tal não pode haver a devida responsabilização dos mesmos. um jornalista e um detentor de um blogue são personagens distintas e o seu papel, apesar de divulgar informação, não pode ser equiparado. O jornalista é responsabilizado por tudo aquilo que escreve fá-lo publicamente em lugar reconhecido como tal, não se pode pensar que qualquer meio serve para passar informação, tida como jornalística, sobretudo um blogue que qualquer pessoa pode ter, onde é que ficam as garantias da profissão de jornalista? Um blogue pode aparecer e desaparecer no mesmo dia. Não me parece que seja um sítio fiável, assim como me parece altamente suspeito e incerto a fonte e a veracidade de uma informação, sobejamente desresponsabilizada. O que não significa que não se possa contribuir nestes espaços para a divulgação de informação. O quenão me parece justo é atribuir o estatuto de jornalistas a quem lá escreve, apesar de muitos jornalistas terem os seus blogues. Parece-me que só são jornalistas quando o fazem em sede própria!

 
At 6:32 da tarde, Blogger luisml said...

A questão aqui tem a ver apenas com um conceito: credibilidade.
A evolução da comunicação pode bem levar-nos a um estado em que a blogosfera se transforme (se já não o é) numa forma nova de interacção informativa. É claro que como em muita coisa na internet a escrita a coberto de anonimato, de um pseudónimo, de uma abreviatura, levanta problemas de "responsabilização" do emissor. E é dessa responsabilização que depende a credibilidade.
Para mim, há bloggers que podem ser jornalistas e outros que nem pensar! O que tem de existir é uma evolução, uma seriação nos conteúdos da blogosfera, de forma a que ao aceder a um blog o utilizador saiba exactamente que tipo de blog se trata e qual o grau de credibilidade que o enforma.

 

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