segunda-feira, abril 18, 2005

A verdadeira "argolada jornalística"!

"An article by a freelance writer based in Halifax, Nova Scotia, in Wednesday's Globe said that the season's hunt for baby seals off Newfoundland had begun the previous day. In fact, the hunt did not begin that day; it was delayed by bad weather, and is scheduled to begin today, weather permitting. The article included details of the day's hunt as if it had taken place and without attribution or other sourcing, as if the writer had witnessed the scene personally. Details included the number of hunters, a description of the scene, and the approximate age of the cubs".

Dica de Ponto Media.

quarta-feira, abril 13, 2005

É bom que as verdades sejam ditas

"Em Portugal não há carreira de jornalista. O jornalista não tem saída. Cada vez mais o jornalismo é para ser exercido entre os 20 e os 40 anos. A partir dos 20, porque nessa altura ainda é ingénuo suficiente, ambicioso o suficiente para correr sem perguntar para onde nem como. No final, é simplesmente rejeitado borda fora, porque não há lugar para nós, a não ser a cooptação para serviços de controle e de administração. Carreira propriamente jornalística não há. Digam-me quem são os seniores jornalistas que estão hoje no activo em Portugal a exercer efectivamente a profissão...Eu gostaria de continuar. Mas como? A fazer o quê? Não há esse estatuto de jornalista. Isso não é reconhecido. Não há essa carreira. E sem isso, o topo da "carreira" de jornalista hoje em dia, no nosso país pelo menos, é ser conselheiro de imprensa numa embaixada."

Carlos Fino, ao Clube de Jornalistas. Ver mais aqui.

quarta-feira, abril 06, 2005

Mais sobre rádio para surdos

O jogo entre o Newcastle e o Sporting vai ficar na história, mesmo que o Sporting perca. Amanhã, a TSF transmite o primeiro de muitos jogos de futebol em linguagem gestual, naquele que será "o ponto alto da primeira emissão de rádio para surdos até hoje realizada em Portugal", lê-se no DN de hoje. "Há aqui um vazio comunicacional que vamos tentar preencher", disse ao DN José Fragoso, director da TSF.

Apenas uma nota: neste caso, como em quase todos os que envolvem novas tecnologias, continuo a questionar quantos poderão beneficiar da "boa vontade" da TSF. Estamos a falar de emissões em banda larga e quem utilizador da internet sabe as dificuldades que enfrenta, muitas vezes, para ver um simples vídeo online.
Se o volume de acesso ficar abaixo daquilo que a TSF espera, o que irá acontecer? Desistem e condenam mais uma boa iniciativa a ficar esquecida?

terça-feira, abril 05, 2005

Rádio...

... para surdos?

segunda-feira, abril 04, 2005

Descubra as diferenças

El Mundo: "Miles de fieles despiden al Papa en su traslado al templo de San Pedro";

El Pais: "Miles de fieles despiden al Papa durante su traslado a la basílica de San Pedro".

Era importante que os órgãos de comunicação social se esforçassem, cada vez mais, por fazerem um produto mais próprio, mais original, mais distanciado das agências noticiosas.

A resposta

É claro que nem vou comentar o que se tem visto e ouvido sobre a morte do Papa.

O Público decidiu reservar a edição online para utilizadores registados. Significa que quem pagar pode ler o jornal, quem não pagar (como eu) pode apenas ler os títulos e depois lê o DN e o JN.